Saturday, January 28, 2012
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 Introdução ao espírito da Celebração Minimize

Rezar a vida é um sítio onde podemos apreciar

os acontecimentos de cada dia à luz da vivência cristã

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Pe Arlindo Chaves Torres

 

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Litrugia Diária


Para o Dia Mundial da Paz 2012

_A Oração de todos os dias

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Caminhando com Ele

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Peregrinos da Verdade, peregrinos da Paz - tema para os 25 anos do encntro pela Paz, em Assis, Itália

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O Presépio na Bíblia e na Arte..

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Cânticos litúrgicos ( a não perder...)

 Direção Regional da Cultura do Norte

 

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1º Encontro de Coros no Covento de Vilar de Frades - 07.01.2012

 Tomada de posse da nova Mesa Administrativa da Santa Casa da Miseriórdia de Barcelos-06.01.2012

Solenidade do Natal, no Largo da Porta Nova, em Barcelos

 

Estórias do quotidiano conventual-Conversas no claustro, 18.12.2011

 

Concerto de Natal pelo Conservatório de Música de Barcelos, no Convento de Vilar de Frades- 17.12.2011

 

Presépios da Cozinha 2011- Santa Casa da Misericórdia de Barcelos

 

 'Harmonias do Espírito' no Mosteiro de Vilar de Frades- em pleno Advento . Coro Santa Cecília, de Vila do Conde - 07.12.11

 

"Voz do Tempo" - Música Barroca, no Convento de Vilar de Frades - 09.12.11

 

Capella Bracarensis dá concerto em Vilar de Frades

Início do Ano Paastoral 2011/2012-S, Pedro de Vila Frescainha.02.10.2011 

Inauguração e bênção do novo Cartório Paroquial de Santa Maria Maior, Barcelos

O Senhor Arcebispo disse, na inauguração e bênçao do Cartório Parooquial

Converss no Claustro- Apresentação da nova Associação Cultural

Conversas no Claustro - Convento de Vilar de Frades, 25.09.2011

Paróquia das Caxinas visita o Convento de Vilar de Frades-05.10.2011

Festa das vindimas e celebração do ano de S. João de Deus, na casa de saúde instituto S. José-Areias de Vilar.11.10,2011

Santa Casa - Lar Nossa Sra da Misericórdia, 2011, Barcelos

Caminhada à Franqueira- Ordem Hospitaleira de S. João de  Deus, Barcelos, 15.10.2011

Silveiros, Lar da Misericórdia, homenagem à benfeitora. Comendadora D. Maria Eva Nunes Corrêa, no 8º aniversário do seu falecimento

Mais uma Tertúlia nos Encontros do Claustro, -16.10.2011

Festa da Castanha em Carrazedo de Montenegro-06.11.2011

Festa do S. Martinho, Magusto,da Sanrta Casa da Misericórdia de Barcelos - 11.11.11 

 Mais fotos deste festa na Quinta do Torreão ( da Dra Isabel )

30º aniversário da fundação da Academia de Música S. Pio X, em Vila do Conde - 22.11.11

Festa no Lar de Santo André-30.11.11

 

 

 

  4º DOMINGO COMUM
29 de Janeiro de 2012
 
 
Introdução ao espírito da Celebração
 
Vimos mais uma vez ao encontro de Jesus, que nos vai falar. Ele é o Filho de Deus que veio habitar entre nós, que é Deus connosco.
 
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Estamos perante um texto verdadeiramente institucional do profetismo em Israel. Moisés não é simplesmente o libertador da escravidão do Egipto e o legislador e organizador do povo, mas é tido como o primeiro e o modelo de todos os profetas (cf. Dt 34, 10). O contexto dos vv. 19-22 deixa ver que profeta tem aqui um sentido colectivo; alude-se à permanência do carisma profético ao longo da história do povo. Mas também se pode incluir aqui o próprio Messias, como reconhecia a tradição judaica no tempo de Jesus, concretamente os manuscritos de Qumrã (1 QS 9). O v. 18 é citado textualmente no discurso de Pedro no Templo (Act 3, 20-23) e em S. João Jesus é chamado «o Profeta» (Jo 6, 14; 7, 40; cf. 1, 21.45). Jesus cumpre esta profecia de modo eminente.

Na continuação do texto do passado Domingo, S. Paulo continua a fazer a apologia do celibato por amor do Senhor. Aqui recorre a outro argumento a favor: «aquele que se casou… encontra-se dividido» (v. 34). Mesmo que a pessoa casada ame o seu cônjuge por amor de Deus, com um amor recto e puro, sem mistura de egoísmo, a verdade é que nela se produz uma inevitável divisão afectiva, para além do facto de não dispor de tanto tempo para dedicar só a Deus. S. Paulo louva e encarece o celibato por amor do Reino, mas sem o impor (cfr. vv-25-26.38.40). O Magistério da Igreja definiu solenemente a superioridade do celibato apostólico sobre o matrimónio, mas isto não quer dizer que os casados não estejam chamados igualmente à santidade, nem que não possam vir a ser até mais santos do que muitos que vivem o celibato apostólico; o que sucede é que estes arrancam de um escalão mais elevado rumo à santidade – a entrega dum coração indiviso –, embora possa suceder que não cheguem tão alto como muitos casados podem chegar. Convém sublinhar que este ensinamento paulino é original e está ao arrepio da mentalidade da época, nada tendo que ver com o desprezo pelo corpo, pela mulher e pelo matrimónio, próprio do maniqueísmo posterior; a mentalidade da época era avessa à continência e até à castidade em geral; o celibato praticado pelo insignificante grupo dos essénios era um fenómeno isolado e sem qualquer impacto. O apreço de Paulo pela santidade do matrimónio leva-o a propô-lo como imagem da união entre Cristo e a Igreja (cf. 2 Cor 11, 2; Ef 5, 21-33).
 

O final do texto da leitura evangélica de hoje (v. 27) põe em evidência dois aspectos notáveis: a autoridade de Jesus e o seu poder sobre os demónios. Jesus ensina uma «nova doutrina» – é a novidade do Evangelho – e «com que autoridade!». Não era «como os escribas» (v. 22); de facto, estes limitavam-se a repetir as lições que procediam da tradição rabínica, a lei oral atribuída a Moisés. Jesus não é um repetidor, ainda que frequentemente recorra aos ensinamentos dos mestres de Israel (cf. Strack-Billerbeck), nunca os cita e as suas palavras sempre estão iluminadas por um espírito novo. Nunca apela para os mestres rabínicos e, quando apela para Moisés, atreve-se a acrescentar: «Eu, porém, digo-vos».
O outro aspecto é o poder sobre os demónios. Que o demónio existe não se pode pôr em dúvida. Que as doenças eram então atribuídas ao demónio também é verdade. Que todas as vezes que Jesus cura um endemoninhado, o que faz é simplesmente curar algum tipo de doença psíquica era o que em 1779 escrevia o protestante J. S. Semler e alguns hoje repetem, sem que o possam provar. Recentemente a Igreja católica publicou o ritual dos exorcismos, onde aparecem orações que qualquer pessoa pode rezar para se livrar do demónio e onde estão os exorcismos propriamente ditos que só se podem fazer com autorização da autoridade diocesana e só depois de esgotados todos os recursos humanos de ciência médica.
24-25 «Eu sei quem Tu és: o Santo de Deus» Não é uma confissão de fé do demónio, mas um expediente para captar o favor de Jesus, que o Evangelista regista para mostrar quem é Jesus. «Cala-te e sai desse homem» é a forma original que Jesus emprega para expulsar demónios, ao invés dos exorcistas tradicionais, que se serviam de várias técnicas complicadas e demoradas; a palavra de Jesus encerra um poder divino, pois para Deus basta dizer, para que se faça o que Ele quer (cf. Gen 1).
 


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 4º Domingo do Tempo Comum Minimize

 

4º DOMINGO COMUM
29 de Janeiro de 2012
 

 
 
LITURGIA DA PALAVRA
 
Primeira Leitura

Deuteronómio 18, 15-20
Moisés falou ao povo, dizendo: 15«O Senhor teu Deus fará surgir no meio de ti, de entre os teus irmãos, um profeta como eu; a ele deveis escutar. 16Foi isto mesmo que pediste ao Senhor teu Deus no Horeb, no dia da assembleia: 'Não ouvirei jamais a voz do Senhor meu Deus, nem verei este grande fogo, para não morrer'. 17O Senhor disse-me: 'Eles têm razão; 18farei surgir para eles, do meio dos seus irmãos, um profeta como tu. Porei as minhas palavras na sua boca e ele lhes dirá tudo o que Eu lhe ordenar. 19Se alguém não escutar as minhas palavras que esse profeta disser em meu nome, Eu próprio lhe pedirei contas. 20Mas se um profeta tiver a ousadia de dizer em meu nome o que não lhe mandei, ou de falar em nome de outros deuses, tal profeta morrerá'».
 

Salmo Responsorial    Sl 94 (95), 1-2.6-7.8-9 (R. cf. 8)
 

Refrão:        SE HOJE OUVIRDES A VOZ DO SENHOR,
                     NÃO FECHEIS OS VOSSOS CORAÇÕES.
 
Vinde, exultemos de alegria no Senhor,
aclamemos a Deus, nosso Salvador.
Vamos à sua presença e dêmos graças,
ao som de cânticos aclamemos o Senhor.
 
Vinde, prostremo-nos em terra,
adoremos o Senhor que nos criou;
pois Ele é o nosso Deus
e nós o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.
 
Quem dera ouvísseis hoje a sua voz:
«Não endureçais os vossos corações,
como em Meriba, como no dia de Massa no deserto,
onde vossos pais Me tentaram e provocaram,
apesar de terem visto as minhas obras».
 
Segunda Leitura
 

1 Coríntios 7, 32-35
Irmãos: 32Não queria que andásseis preocupados. Quem não é casado preocupa-se com as coisas do Senhor, com o modo de agradar ao Senhor. 33Mas aquele que se casou preocupa-se com as coisas do mundo, com a maneira de agradar à esposa, 34e encontra-se dividido. Da mesma forma, a mulher solteira e a virgem preocupam-se com os interesses do Senhor, para serem santas de corpo e espírito. Mas a mulher casada preocupa-se com as coisas do mundo, com a forma de agradar ao marido. 35Digo isto no vosso próprio interesse e não para vos armar uma cilada. Tenho em vista o que mais convém e vos pode unir ao Senhor sem desvios.
 

Aclamação ao Evangelho        Mt 4, 16
 

ALELUIA
 

O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz;
para aqueles que habitavam na sombria região da morte uma luz se levantou.
 
 
Evangelho
 
São Marcos 1, 21-28
21Jesus chegou a Cafarnaúm e quando, no sábado seguinte, entrou na sinagoga e começou a ensinar, 22todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque os ensinava com autoridade e não como os escribas. 23Encontrava-se na sinagoga um homem com um espírito impuro, que começou a gritar: 24«Que tens Tu a ver connosco, Jesus Nazareno? Vieste para nos perder? Sei quem Tu és: o Santo de Deus». 25Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem». 26O espírito impuro, agitando-o violentamente, soltou um forte grito e saiu dele. 27Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: «Que vem a ser isto? Uma nova doutrina, com tal autoridade, que até manda nos espíritos impuros e eles obedecem-Lhe!» 28E logo a fama de Jesus se divulgou por toda a parte, em toda a região da Galileia.
 

Oração Universal
 
Jesus fala-nos e reza connosco em cada missa. Um dos fins da Eucaristia é pedir. Na oração universal apresentamos com Jesus ao Pai as necessidades de todos os homens. Vamos fazê-lo cheios de fé e confiança:
 
1-Pela Santa Igreja Católica,
para que todos vejam nela a Cristo presente entre os homens,
que nos convida a conhecer e amar a Deus cada dia mais, oremos ao Senhor
 
2-Pelo Santo Padre,
para que seja instrumento dócil do Espírito Santo na condução do Rebanho de Cristo
e todos vejam nele a Jesus, oremos ao Senhor.
 
3-Pelos bispos e sacerdotes,
para que se gastem generosamente ao serviço das almas
e todos saibam acolhê-los com fé e visão sobrenatural, oremos ao Senhor.
 
4-Por todos os cristãos,
para que vivam melhor a Eucaristia de cada domingo,
e nela se encham da força e da alegria de Cristo, que nos convida à santidade, oremos ao Senhor.
 
5-Para que aumentem em toda a Igreja as vocações de entrega total ao Senhor
e os casados saibam viver o matrimónio como caminho de santidade, oremos ao Senhor.
 
6-Pelos jovens de todo o mundo e sobretudo da nossa comunidade paroquial para que,
seguindo a Jesus, se deixem guiar pelo Seu Espírito para renovarem o mundo, oremos ao Senhor.
 
7-Para que todos os cristãos procurem com mais fé e assiduidade o Sacramento da Confissão,
onde o Espírito Santo renova os corações pelo perdão de Deus, oremos ao Senhor.
 
Senhor, que nos encheis da Vossa graça em Cristo, presente na Eucaristia, fazei-nos viver da vida nova em Cristo.
Pelo mesmo N.S.J.C. Vosso Filho que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.
 
 


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 Sugestões para a Homilia Minimize

 

4º DOMINGO COMUM
29 de Janeiro de 2012
 

Sugestões para a homilia
 
Ensinava com autoridade
Cala-te e sai desse homem
Agradar ao Senhor
 
Ensinava com autoridade

No evangelho de hoje vemos Jesus a ensinar na sinagoga de Cafarnaúm. As pessoas estavam admiradas com a Sua doutrina e também porque ensinava com autoridade.
Jesus não é apenas um mestre como havia muitos em Israel. Não é sequer mais um profeta de Deus como os do Antigo Testamento. Ele é o Messias prometido, É o Unigénito de Deus que veio à terra para nos ensinar tudo o que devemos saber e fazer para nos salvar.
A Carta aos Hebreus diz, logo a começar: «Deus tendo falado antigamente a nossos pais pelos profetas nestes tempos que são os últimos falou-nos por Seu Filho, a quem conferiu o domínio de todas as coisas, tendo também por meio dele criado o Universo» (Heb.1,1-2).
Na primeira leitura Moisés anunciava ao povo de Israel que Deus iria mandar-lhes um profeta como ele. O Senhor dar-lhe-ia toda a autoridade para falar em Seu nome e pediria contas a quem não o escutasse. Depois de Moisés Deus foi enviando muitos profetas para falarem em Seu nome, revelando os mistérios de Deus, anunciando a vinda do Messias, convidando o povo a arrepender-se dos seus pecados.
Jesus é esse profeta por excelência, anunciado por Moisés, porque é o próprio Filho de Deus que veio revelar-nos tudo o que o Pai queria que soubéssemos, para fazermos parte da Sua família cá na terra e um dia vivermos com Ele no Céu para sempre.
Temos obrigação de escutar a Jesus, de guardar a Sua Palavra, de vivê-la em nossa vida diária. ”Se guardardes a minha palavra – disse Ele – sereis verdadeiramente Meus discípulos e conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres» (Jo 8, 31-32).A verdadeira liberdade é-nos ensinada e concedida por Jesus. A Sua Palavra torna-nos verdadeiramente livres, senhores de nós mesmos e não escravos das nossas más inclinações.
«Se alguém Me ama -disse também - guardará a minha palavra. Meu Pai o amará, nós viremos a Ele e faremos nele a nossa morada» (Jo 14,23).Vivendo a palavra de Jesus entramos na amizade de Deus, somos Seus filhos em Jesus e tornamo-nos templos vivos de Deus.
Cala-te e sai desse homem

Temos inimigos a desviar-nos de Jesus: as nossas más inclinações, resumidas nos sete vícios capitais. Temos a influência dos outros para o mal, com os seus maus exemplos e seus maus conselhos. Mas temos sobretudo os ataques dos demónios, que procuram enganar-nos e afastar-nos de Deus.
Jesus tem mais poder que todos eles, como ouvíamos no Evangelho. Temos de acudir a Jesus para vencer os seus enganos guiados pelos Seus ensinamentos e apoiados na Sua graça, que não nos faltará se empregarmos os meios.
S.Pedro avisava os primeiros cristãos: «Irmãos sede sóbrios e vigiai, porque o demónio, o vosso adversário, anda à vossa volta como um leão a rugir, procurando a quem devorar. Resisti-lhe fortes na fé» (1 Ped.5,8-9).O demónio é uma realidade e não um papão para meter medo aos meninos. Procura enganar-nos e perder-nos. Uma vitória muito importante para ele foi convencer muitos cristãos que ele não existia. Assim ficam à sua mercê.
É significativo que o espírito impuro do evangelho de hoje estava a dizer verdades, proclamava que Jesus era o Messias. O Senhor manda-o calar e depois expulsa-o daquele homem. Ensina-nos que não podemos dar conversa a Satanás, que é o pai da mentira, que sabe enganar-nos facilmente se lhe abrirmos a porta.
Mesmo que viesse com a bíblia na mão a falar-nos de Deus, não devemos escutá-lo.
Mesmo que viesse a prometer-nos saúde, ou livrar-nos duma desgraça qualquer, não devíamos aceitar. Porque quer a nossa desgraça, servindo-se disso para nos afastar de Deus.
 Os que vão à bruxa, aos adivinhos e outras superstições hoje tão espalhadas cometem pecado grave acreditando em quem os engana e atribuindo poderes sobrenaturais a quem os não tem.
Mesmo que nos dessem coisas importantes só poderiam vir do demónio e não devemos aceitá-las. O demónio é sempre o grande inimigo que pretende levar-nos para a perdição eterna.
Vale a pena lembrar um caso que se passou com S.João da Cruz. Vivia no convento de Nossa Senhora da Graça, em Ávila, uma religiosa que tinha entrado muito jovem e espantava toda a gente pelo modo extraordinário como explicava a Sagrada Escritura. Não tinha estudado. As superioras estavam preocupadas com este facto estranho e procuraram que fosse examinada por alguns teólogos competentes, mas nada descobriram de suspeito.
Chamaram S.João da Cruz que pediu à religiosa que traduzisse as palavras do Evangelho de S.João: Verbum caro factum est et habitavit in nobis.
– O filho de Deus fez-se homem e viveu convosco -traduziu logo a religiosa.
– Mentes – replicou Fr.João. As palavras não dizem convosco mas sim connosco.
– É como digo – insistiu ela – porque não se fez homem para viver connosco mas convosco.
Não havia dúvida, o demónio falava pela boca da jovem. (Cfr.P.CRISÓGONO DE JESUS,Vida de S.João da Cruz).O demónio é capaz de se transformar em anjo de luz. Temos de ter cuidado com os seus enganos.
Agradar ao Senhor

Temos de amar a Jesus na vida de cada dia, fiando-nos nele, guardando a Sua palavra, vivendo como filhos de Deus cá terra. Cada um pelo seu caminho. Todos são chamados à santidade: solteiros e casados, jovens e velhos, sábios e ignorantes. Cada um no lugar, na profissão, no estado de vida em que Deus o colocou.
Na segunda leitura S.Paulo fala-nos do caminho da virgindade, da consagração total ao Senhor para viver mais inteiramente para Ele, como Nossa Senhora e S.José e como tantos homens e mulheres de todos os tempos. Esse caminho de renúncia ao matrimónio permite ao homem ou à mulher uma entrega mais completa ao serviço de Deus e ao serviço dos outros.
Os sacerdotes que se entregam ao Senhor no celibato podem estar mais disponíveis para o serviço das almas. Por isso a Igreja continua a exigir aos candidatos ao sacerdócio essa entrega. E não menos felizes que os seguem o caminho do matrimónio.
S.Paulo não condena o casamento. Também ele é caminho de santidade. Também os casados têm uma missão indispensável na vida da Igreja e do mundo. Mas isso não tira a superioridade da virgindade no serviço do Senhor. «Aquele que dá em casamento a sua filha procede bem e aquele que não a dá em casamento procede melhor» (1 Cor 7, 38).
Peçamos a Nossa Senhora e a S.José muitas vocações religiosas e sacerdotais para servirem ao Senhor e as almas e a fidelidade a essa vocação. Peçamos também por todos os que foram chamados ao matrimónio para que saibam santificar-se na vida de casados, no amor generoso um ao outro e aos filhos, servindo fielmente a Deus e vivendo a chamada à santidade. Como os pais de Santa Teresa d0 Menino Jesus, já beatificados pela Igreja.
 
Fala o Santo Padre
 
«A cruz de Cristo será a ruína do demónio.»

Este ano, nas celebrações dominicais, a liturgia propõe à nossa meditação o Evangelho de São Marcos, do qual uma característica singular é o chamado "segredo messiânico", ou seja, o facto de que Jesus não quer entretanto que se saiba, fora do grupo restrito dos discípulos, que Ele é Cristo, o Filho de Deus. Eis, então, que admoesta diversas vezes quer os apóstolos, quer os doentes que Ele cura, que não revelem a ninguém a sua identidade. Por exemplo, o trecho evangélico deste domingo (cf. Mc 1, 21-28) narra de um homem possuído pelo demónio, que de repente se põe a gritar: "O que queres de nós, Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei que Tu és o Santo de Deus!". E Jesus intima-o: "Cala-te! Sai dele!". E imediatamente, observa o evangelista, com gritos dilacerantes, o espírito maligno saiu daquele homem. Jesus não só expulsa os demónios das pessoas, libertando-as da pior escravidão, mas impede que os demónios revelem a sua identidade. E insiste sobre este "segredo", porque está em jogo o bom êxito da sua própria missão, da qual depende a nossa salvação. Com efeito, sabe que para libertar a humanidade do domínio do pecado, Ele deverá ser sacrificado na cruz como verdadeiro Cordeiro pascal. O demónio, por sua vez, procura distraí-lo em vista de o desviar ao contrário para a lógica humana de um Messias poderoso e com sucesso. A cruz de Cristo será a ruína do demónio, e é por isso que Jesus não cessa de ensinar aos seus discípulos que para entrar na sua glória deve sofrer muito, ser rejeitado, condenado e crucificado (cf. Lc 24, 26), dado que o sofrimento faz parte integrante da sua missão.

[…] A Virgem Maria conservou no seu coração de mãe o segredo do seu Filho, compartilhou a hora dolorosa da paixão e da crucifixão, sustentada pela esperança da ressurreição. A Ela confiemos as pessoas que se encontram no sofrimento e quem se compromete diariamente no seu apoio, servindo a vida em todas as suas fases: pais, agentes no campo da saúde, sacerdotes, religiosos, investigadores, voluntários e muitos outros. Oremos por todos.

Bento XVI, Angelus, Praça de São Pedro, 1 de Fevereiro de 2009


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